
Um dos mais imponentes cartões-postais de São Paulo, o Mercado Municipal Paulistano – mais conhecido como Mercadão – é o retrato de uma época imponente da Metrópole do Café, como a cidade começou a ficar conhecida. Projetado no inicio do século XX, 1924, pelo arquiteto Francisco Ramos de Azevedo, o Mercadão veio substituir o velho mercado da rua 25 de Marco.
A execução dos vitrais do Mercadão foi entregue ao artista russo Conrado Sorgenicht Filho, famoso pelo trabalho realizado na Catedral da Sé e em outras 300 igrejas brasileiras. O vidro colorido é alemão e, ao todo, são 32 painéis, subdivididos em 72 vitrais onde se pode ver o trabalho manual do colono no cultivo e colheita, a tração animal para o arado e para transporte, a paisagem, a criação de gado e de aves que comporiam o cenário para sua obra.
Em 1932, as obras do mercado foram concluídas, mas só em 25 de janeiro do ano seguinte é que ele foi finalmente aberto ao público, porque até então havia sido usado para estocar armas e munições da Revolução Constitucionalista. Relata-se, até, que alguns soldados treinavam pontaria mirando as cabeças das pinturas nos vitrais.
Com a inauguração do Mercadão, os comerciantes da região central da cidade substituíram a venda ao ar livre por boxes que até hoje são passados de pais para filhos. Com a criação do CEASA – Centro de Abastecimento de São Paulo, na década de 60, no bairro Jaguaré, o "Mercado" esteve prestes a ser demolido em 1973, porque além de perder sua importância inicial para o Ceasa, não atingia mais as normas de higiene e segurança.
Duas reformas, nos anos 70 e 80, não mudaram muita coisa, embora o próprio Conrado Sorgenicht tivesse sido chamado para restaurar seus vitrais.
Como parte do movimento pela revitalização do centro e financiamento do BID (Banco Mundial) e da Prefeitura, um novo projeto de reforma, desta vez assinado pelo arquiteto Pedro Paulo de Mello Saraiva, tornou o Mercado mais acolhedor e versátil. O prédio ganhou um piso mezanino de dois mil metros, com cinco restaurantes típicos de várias cozinhas, como a árabe, a japonesa e o famoso Hocca Bar – e seu pastel de bacalhau, além de um Mercado Gourmet, cozinha onde os visitantes do mercado poderão fazer degustação, além de frequentar cursos de culinária.
O antigo salão de Leilões do Mercado Municipal foi totalmente restaurado, tornando-se um amplo espaço destinado a exposições e eventos. No subsolo há banheiros, fraldários e vestiário, para melhor acesso de visitantes e funcionários a esses serviços.
Com 12.600m2 de área construída, 1.600 funcionários, que movimentam 350 toneladas de alimentos por dia em seus 291 boxes e 14 mil visitantes, o Mercado Municipal de São Paulo é uma referência nacional pela diversidade de aromas, cores e sabores dos temperos, queijos, frutas, verduras, legumes, vinhos, chocolates, carnes, peixes encontrados nos empórios e boxes. Famoso também pelo sanduíche de mortadela o Mercado é uma visita imperdível para paulistas e turistas.
Gente o Blog de vocês esta cheio de informação super interessante, primeiramente Parabéns pelo trabalho. Assim e incrivél, sempre passo no centro, porém nunca tive a curiosidade de entrar no mercado, agora veja quanto informação eu perdir, com certeza uma visita com crinças, adolescentes e etc. Neste local seria maravilhoso.
ResponderExcluirAndrea, Debora e Edlena! Parabéns pelo blog de voces, eu conheço o Mercado Municipal à muitos anos, mas só estive lá uma vez, sou apaixonada por aquela arquitetura e seus vitrais. Sei que ali existem alimentos de várias partes do mundo. Mas voces conseguiram me pegar pelo estômago, fotos maravilhosas, e as receitas então uma melhor que a outra. Achei de muito bom gosto como foram montados e de uma riqueza enorme todas as informações ali contidas.
ResponderExcluirParabéns!!!!